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Peixamento - Produção de alevinos prevê recorde (*)

Publicado: Segunda, 11 de Abril de 2005, 07h34 | Modificado por: | Última atualização em Segunda, 11 de Abril de 2005, 07h34 | Acessos: 1328
A produção de alevinos deverá chegar aos 100 milhões de unidades
em 2005, conforme estima o Dnocs. O número será recorde no
Nordeste, onde os açudes mantidos pelo órgão federal estão
recebendo incremento nas políticas de peixamento. Três projetos do
Ministério da Integração Nacional já estão em fase de licitação, com o
objetivo de desenvolver alternativas de alimentação, emprego e renda
no Semi-árido.

A produção de alevinos (filhotes de peixe) no Nordeste vai alcançar uma
marca recorde em 2005: passará de 25 milhões para 100 milhões de
unidades por ano. A informação é do diretor-geral do Dnocs, Eudoro
Santana. Segundo ele, a população nordestina contará com mais uma
alternativa de emprego e renda além de melhorar a qualidade da sua
alimentação. “Porque crescerá o peixamento nos 320 açudes mantidos
pelo órgão na região”, explica Eudoro.

A produção de peixe, especialmente a tilápia do Nilo, adaptada para o
Semi-árido, será feita por meio de tanques-redes (gaiolas), que
possibilitam a sua criação com mais eficácia, em menor tempo e
engorda com ração.

Destaca o diretor-geral que o aumento da produção de alevinos é uma
das metas alcançadas durante a sua gestão, iniciada em 2003, com
base nos programas prioritários do Ministério da Integração Nacional,
ao qual o Departamento é vinculado. “Com isso, o Dnocs cumpre com
uma das suas responsabilidades no Nordeste, no sentido de distribuir
peixe nos açudes que construiu ao longo dos 95 anos da sua história”.
Segundo ele, o órgão dispõe de mil unidades de tanques-redes para
criação de tilápias a serem distribuidas até o final do ano.

Nos principais açudes do Dnocs, nos 10 Estados do Semi-árido,
inclusive o Norte de Minas Gerais, está sendo disseminada a cultura da
produção de peixe. Somente na estação de piscicultura que está sendo
concluída no Açude Castanhão, no Município de Alto Santo, a produção
será de 30 milhões de unidades de alevinos por ano, 5 milhões a mais
que o Dnocs produz atualmente no Semi-árido. Mesmo com esse
incremento, o Nordeste continuará importando alevinos de outras
regiões do País, para atender a sua demanda de mais de 300 milhões
de unidades por ano. Eudoro Santana acredita que se essa política
pública de produção de alevinos for mantida, em menos de cinco anos
o Semi-árido será auto-suficiente na produção de filhotes de peixe.

O órgão também investiu na construção de novas estações de
piscicultura na Bahia, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte.
Dados de 2003 indicam que o desembarque de pescado de 65 açudes
alcançou quatro mil toneladas. Para 2005, a previsão é de alcançar o
índice do aumento da produção. Os principais peixes cultivados são os
seguintes: tilápia do Nilo (cerca de 40%), curimatã comum (10%), traíra
(8%), tucunaré (8%), pescada (5%), tilápia do Congo (4%), além de
camarão (13%).

O diretor de Desenvolvimento Tecnológico e Produção do Dnocs, Leão
Montezuma Filho, disse que a novidade em termo de experiência, no
Centro de Pesquisas em Aqüicultura, no Município de Pentecoste, é o
cultivo do pirarucu, um peixe rico em proteínas e com valor comercial
significativo no mercado. O projeto conta com o apoio da Secretaria
Especial de Pesca da Presidência da República, que destinou mais de
R$ 1 milhão, para aquisição de matrizes, equipamentos, ração e
adaptação de tanques especiais, para o cultivo de pirarucu, na Estação
de Pentecoste.

Segundo o diretor do Centro de Pesquisa, Pedro Eymard Campos de
Mesquita, serão feitos testes com alimentação de ração a base de
carne, já que se trata de um peixe carnívoro. “Por isso, a sua criação
será separada de outros peixes”, explica Eymard. Com o
desenvolvimento das pesquisas, os técnicos pretendem alcançar a
meta de criar o pirarucu em gaiolas nos açudes do órgão, para
aumentar a renda dos pescadores e incentivar as empresas produtoras
de pescado a investir nessa nova cultura.

( * ) matéria publicada no jornal Diário do Nordeste, edição do dia
11/04/2005.
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