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Irrigantes aguardam convênio (*)

Publicado: Segunda, 04 de Abril de 2005, 08h11 | Modificado por: | Última atualização em Segunda, 04 de Abril de 2005, 08h11 | Acessos: 923
Os 180 irrigantes do Projeto Baixo Açu esperam dias melhores com a
assinatura de convênio do Governo do Estado com o Ministério da
Integração Nacional no valor de R$ 8,5 milhões. O convênio levará o
ministro Ciro Gomes, hoje pela manhã, ao município de Assu. Sem
incentivos há um ano, eles tiveram de se reunir para recuperar canais,
bombas e sanar dívidas de energia elétrica. Mesmo assim, acumulam
uma dívida milionária anterior a 2004 com a Cosern. Só trabalham
porque estão com uma liminar na justiça.

“O projeto só continuou porque os irrigantes tiveram a consciência que
se não fizéssem alguma coisa, o Baixo Açu acabaria. Passamos por
uma emancipação forçada”, explica o presidente da Associação do
Distrito Irrigado do Baixo Açu, Bruno Lira. Quando a nova gestão
assumiu a DIBA, em abril de 2004 , passou a conscientizar os irrigantes
que era preciso assumir os custos do projeto e não mais esperar pela
ajuda governamental. “Conseguimos com muito custo pagar as dívidas
do último ano”, afirma Bruno.

Um dos principais problemas enfrentados é que a segunda etapa do
projeto não foi iniciada. Os irrigantes ficam com os custos de 6 mil
hectares, quando ocupam apenas 2.600. “A segunda etapa não saiu
por uma questão legislativa. E nós ficamos como em um condomínio
em que a metade dos ocupantes não paga”, afirma.

O Baixo Açu produz banana, manga, graviola, entre outras frutas. Elas
são distribuídas para o Nordeste e alguns já começam a ensaiar,
inclusive, exportações. O Distrito Irrigado do Baixo-Açu é um projeto
criado há cerca de 20 anos e apenas 75 produtores rurais possuem
título da terra.

Dos 2.600 hectares, 1.600 estão ocupados com plantação de banana.
No restante, os agricultores plantaram coco, mamão, graviola. São dois
mil trabalhadores na produção de frutas no perímetro irrigado. No Baixo
Açu são cinco mil empregos diretos e 3 mil indiretos.

Para o Baixo-Açu ser contemplado com o convênio foi formada uma
comissão com o Ministério da Integração, Cooperativa de
Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Secretaria de
Agricultura. Dentre 38 projetos do Nordeste, apenas quatro foram
contemplados, entre eles o Baixo-Açu.

O ministro Ciro Gomes tratará, em seu discurso, da transformação do
Distrito Irrigado em um Pólo Agroindustrial como modelo auto-
sustentável e que servirá de exemplo para outros locais de produção
primária espalhados pelo país. A decisão do ministro Ciro Gomes em
investir na emancipação do Distrito Irrigado do Baixo-Açu se deu após
apresentação de um estudo desenvolvido por técnicos da Secretaria
Estadual de Agricultura e do Dnocs, que revela as potencialidades do
Diba e as dificuldades enfrentadas há mais de 10 anos. O Governo do
Estado promete entregar outros 65 títulos a proprietários de lotes ainda
no primeiro semestre deste ano. Os recursos do convênio serão
aplicados na recuperação dos canais de irrigação, na restauração de
estradas e rede elétrica, além da instalação de novas bombas.

( * ) matéria publicada no jornal Tribuna do Norte, no dia 01/04/05.
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