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TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO - Nordestinos devem se envolver com o projeto (*)

Publicado: Terça, 08 de Março de 2005, 06h25 | Modificado por: | Última atualização em Terça, 08 de Março de 2005, 06h25 | Acessos: 643
O engajamento da população na luta pelo projeto de transposição das
águas do Rio São Francisco. É este hoje o principal objetivo dos
gestores públicos à frente do “Projeto de Integração do Rio São
Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional”. Pelo
menos foi essa a idéia predominante no debate sobre o tema, na
manhã de ontem, no auditório da Biblioteca da Universidade de
Fortaleza (Unifor).

A discussão ocorrida por cerca de três horas manteve atenta a platéia
formada por estudantes e profissionais da área que lotaram o auditório.
Público que concordou com o diretor geral do Departamento Nacional
de Obras Contra as Secas (Dnocs), Eudoro Santana, sobre a
necessidade de se tirar o clima emocional da discussão, apostar na
decisão política, e muito mais, no engajamento da sociedade para que
o projeto possa ser executado de fato.

Para Eudoro, os nordestinos precisam se unir a favor do projeto,
principalmente porque muito mais do que viabilizar o acesso a água, a
intenção maior é a inclusão social das milhares de famílias residentes
na Região.

“Precisamos discutir a iniciativa e ter uma visão crítica sobre ela, mas
não podemos ser contra a integração”, afirmou o diretor-geral do
Dnocs.. “Principalmente os cearenses”, complementou o secretário de
Recursos Hídricos do Estado, Ednardo Rodrigues.

De acordo com ele, como Estado pioneiro no trabalho de integração de
bacias e gerenciamento de água, o Ceará neste momento é uma das
unidades federativas mais bem preparadas para essa integração.

E a garantia da perenidade da água do São Francisco para o Estado,
defende ele, traria um avanço ainda maior no desenvolvimento. Isso
porque, apesar de já possuir reserva de água, o Governo precisa ser
cuidadoso com a liberação, devido à oscilação do período chuvoso.

Ou seja, continuou Rodrigues, os açudes podem estar cheios este ano,
mas, se a água for toda liberada, corre-se o risco de, no caso de um
período chuvoso ruim no próximo ano, faltar água.

Além da participação de Eudoro Santana e de Ednardo Rodrigues, o
debate sobre a integração da bacia do Rio São Francisco contou
também com a participação do professor da Unifor, Rogério Campos,
que falou sobre o tema “Água para o Desenvolvimento”, e de
representantes da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e
Ambiental e do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia (Crea).

( * ) matéria publicada no jornal Diário do Nordeste, edição 05/03/05.
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