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TABULEIROS DE RUSSAS - Dnocs e MST fecham acordo (*)

Publicado: Sexta, 04 de Março de 2005, 06h06 | Modificado por: | Última atualização em Sexta, 04 de Março de 2005, 06h06 | Acessos: 1233
Limoeiro do Norte — Um dia após a ocupação pelo Movimento dos Sem
Terra (MST) do canteiro de obras do Projeto Tabuleiros de Russas, as
negociações avançam no atendimento das reivindicações do MST, que
exigiu a viabilização de 240 hectares do perímetro irrigado prometidos
pelo Dnocs; construção da cerca que delimita a área e infra estrutura
para trabalhar a terra.

Maria de Jesus dos Santos, uma das líderes do movimento, disse que
na conversa de quarta à noite com representantes do Dnocs, foram
acordados o repasse dos 240 hectares prometidos, além do
cercamento da área. O diretor-geral do órgão, Eudoro Santana, afirmou
que “tudo está sob controle com o fechamento de um acordo”. Ele vai
estar em Limoeiro do Norte, na próxima terça-feira, para assinar o
convênio com o Incra para efetuar as ações na área. O superintendente
do Incra, Eduardo Barbosa, também deverá estar presente a
solenidade. “A empresa prestadores de serviços já vai começar a
colocar o arame, dando mais tranqüilidade às famílias que estão muito
angustiadas com a situação”, salienta Eudoro.

Na manhã de ontem, 80 rolos de arames de aço foram colocados no
canteiro de obras do projeto. Também estão sendo discutidas a
disponibilidade de infra-estrutura, como água e energia, além de
assistência técnica a ser feita pelo Centro de Ensino Tecnológico
(Centec), de Limoeiro. Com isso, as famílias começaram a sair da área
ocupada ainda na tarde de ontem.

Maria de Jesus acredita que o restante das negociações serão
tranqüilas e disse que a desocupação aconteceu de forma organizada.
Eles esperaram apenas a chegada de material, como lonas para os
barracos. “Nós só queremos o que nos foi prometido, o nosso
movimento é ordeiro. Aqui é uma região em que seis em cada 10
pessoas vivem em condições miseráveis, e no projeto Tabuleiros de
Russas temos a oportunidade de casar terra e água para nossos
pequenos trabalhadores”, explica a Maria de Jesus.

Ainda ontem foi realizada, na sede do Dnocs, em Fortaleza, uma
audiência entre uma comissão de oito pessoas do Movimento dos sem
terra, o diretor do Dnocs, Eudoro Santana, e o diretor do Incra, Eduardo
Barbosa. Na pauta foram discutidas a viabilização de infra-estrutura
para os assentados e o desmatamento da área envolvendo as famílias
do acampamento.

A primeira ocupação do MST no projeto tabuleiros de Russas se deu
em abril do ano passado, quando centenas de famílias permaneceram
na área por vários dias reivindicando terras para plantar.

( * ) matéria publicada no jornal Diário do Nordeste, edição 04/03/05.
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