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TABULEIROS DE RUSSAS - Projeto irrigado tem primeira safra de melão (*)

Publicado: Sexta, 25 de Fevereiro de 2005, 05h05 | Modificado por: | Última atualização em Sexta, 25 de Fevereiro de 2005, 05h05 | Acessos: 1387
Sete caminhões por semana, carregados de melão colhido da primeira
safra do projeto de irrigação Tabuleiros de Russas, do Dnocs, já saíram
até ontem de Russas para São Paulo e Vitória. “Esta é a média de
produção semanal a ser mantida até maio”, informa Kerly Medeiros de
Araújo, da empresa compradora, a Bessa Produção, enquanto
acompanha o carregamento do oitavo carro no “packing house”, o
galpão de apoio para lavagem e embalagem da fruta.

A colheita começou com a produção de três lotes, mais ainda falta
colher o melão de mais cinco pequenos produtores. “Outros 11
produtores estão preparando o solo para plantar melão”, informa Luís
Carlos Américo, o agrônomo do Distrito de Irrigação que dá assistência
técnica aos agricultores. Os lotes de 8 hectares destes pequenos
produtores foram inteiros plantados com melão.

O melão foi plantado em dezembro de 2004 e janeiro deste ano, com
sorte por não ter recebido chuva forte na época da floração. Foi um risco
calculado que os produtores quiseram correr. A vantagem é que a
produção vai ser comercializada no período da entressafra das outras
regiões produtoras, quando o preço sobe. “Mas se chovesse como no
ano passado na mesma época, teriam perda”, disse Américo. A média
de produtividade chegou a 30 toneladas por hectare, acima do
esperado.

Rogério Leitão e o dono de outro lote preferiram apostar no abacaxi,
com 8 hectares cada. Os dois sincronizaram o plantio de modo a colher
12 a 14 meses depois, justo na entressafra da concorrência dos
produtores da Paraíba. Rogério plantou milho, antes do abacaxi, que
cultiva com recursos próprios e pretende vender em grão quando o
preço melhorar.

Os pequenos produtores receberam os lotes do Dnocs com a infra-
estrutura de irrigação localizada implantada, meio a meio por
gotejamento e micro-aspersão. Rogério Leitão mostra a planilha onde
está planejada a fertiirrigação para adicionar o adubo à água na
dosagem recomendada e no tempo certo. Segundo ele, o controle da
adubação foliar será feito no Centec de Limoeiro do Norte.

Luís Barbosa, ex-motorista de caminhão, plantou e já colheu feijão no
lote, e ainda este mês começa a colher 4 hectares de abóbora, tendo já
as mudas onde planta 1 hectare de pimentão e 3 hectares de melancia
recém plantados. Segundo o agrônomo do Distrito, ele é um dos
pequenos agricultores mais empreendedores do projeto.

( * ) matéria publicada no jornal Diário do Nordeste, edição de 25/02/05.
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