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Empresa Espanhola quer produzir peixes no Ceará *

Publicado: Quinta, 22 de Setembro de 2005, 07h07 | Modificado por: | Última atualização em Quinta, 22 de Setembro de 2005, 07h07 | Acessos: 1261

imagem principal target=_new'>Castanhão atrai investimentos

A estação de piscicultura do Açude Castanhão, hoje utilizada por
pescadores artesanais, já está atraindo interesse da iniciativa privada.
Segundo o coordenador geral do Departamento Nacional de Obras
Contra as Secas (Dnocs), Eudoro Santana, a empresa Pesca Nova —
maior produtora de pescado de água salgada e uma das líderes em
exportação do produto na Espanha — quer montar estrutura de
produção de peixes no maior reservatório cearense. A idéia é partir para
a criação de tilápia em gaiolas-tanques, montando toda estrutura de
beneficiamento do pescado, incluindo congelamento para posterior
exportação.

“Esse grupo é um dos grandes produtores de peixes marinhos que
resolveu entrar na área de produção de água doce. Nós tínhamos
mandado material para eles sobre o Castanhão e eles resolveram vir
conhecer a realidade do reservatório”, disse Santana, que seguiu ontem
para Brasília, onde negocia com o Ministério da Integração a
implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do
órgão. Segundo ele, a empresa quer instalar, inicialmente cinco
hectares de gaiolas-tanques. Santana não soube informar o
investimento e a produção anual estimada.

Hoje, Ramon D’Ávila, representante da Pesca Nova, vai conhecer o
Castanhão, acompanhados do chefe do Centro de Pesquisas em
Aqüicultura do Dnocs, Pedro Eimar. Conforme Eudoro Santana, a vinda
da empresa espanhola para a estação de piscicultura vai proporcionar
não só incremento na produção de pescado no Ceará mas a troca de
experiências e integração com os piscicultores locais. Hoje, centenas
de famílias vivem da produção de tilápias, na estação de piscicultura do
açude.

Além da Pesca Nova, o Instituto Aquarural manifestou à Secretaria
Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap) interesse na implantação de
uma unidade de beneficiamento e agregação de valor ao pescado.
Essa unidade teria como finalidade viabilizar os projetos de piscicultura
já implantados no espelho d’água do açude (assentados e associação
de pescadores), gerando receita anual da ordem de R$ 18 milhões.

A Estação de Piscicultura do Castanhão — cuja previsão de
inauguração oficial é dia 22 de outubro — tem como meta produzir 45
mil toneladas por ano de pescado, quando estiver com todas as suas
áreas ocupadas. São 65 blocos de 2,5 hectares cada. “Isso, para a
metade da capacidade do reservatório. Concluída a interligação (de
bacias), com a água que virá teremos a capacidade em dobro”, frisou
Santana. Além dos peixes vocacionados do Ceará, o projeto contempla
tilápia e, posteriormente, pirarucu.

PERÍMETROS - Eudoro Santana informou que, além de atuar fortemente
no Castanhão, onde o órgão está entregando cerca de 200 casas para
reassentamento de famílias, o Dnocs tem investido na infra-estrutura de
irrigação. Esse ano, foram alocados mais de R$ 60 milhões só na
recuperação dos perímetros irrigados em todo o Nordeste. “Fora R$ 20
milhões utilizados na implantação final de outros perímetros, como o
Tabuleiro de Russas”, completou.

No Ceará, o Dnocs conclui o projeto de irrigação Tabuleiro de Russas
e, conforme Santana, está dando prosseguimento aos ajustes finais de
implantação do perímetro Baixo Acaraú. “Os outros estão em fase de
recuperação, como Icó Lima Campos e Morada Nova”, disse. O titular
do órgão informou ainda que o órgão está pleiteando no Ministério da
Integração a implantação do Plano de Cargos e Salários, que visa
restabelecer as gratificações dos servidores, retiradas por força da
Justiça.

target=_new'> (*) máteria publicada no Jornal Diario do Nordeste,
edição do dia
22/09/05

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