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Institucional

Publicado: Quarta, 23 de Outubro de 2013, 20h51 | Última atualização em Terça, 14 de Fevereiro de 2017, 17h26

A peculiar condição climática do Nordeste brasileiro, sobretudo a da zona semi-árida, estabeleceu nesta vasta área de caatingas uma civilização em constante luta pela sobrevivência, buscando transpor os obstáculos em busca de uma vida melhor.

Quando em 1909 foi criada a Inspetoria de Obras Contra as Secas, o que se vislumbrava era uma débil economia sob a tutela do coronelismo oligarca, a extrema pobreza do sertanejo assolado pelas disparidades climáticas, um regime desigual das chuvas durante o ano e a escassez da água, fatores esses que causavam uma grande vulnerabilidade no seio das populações que habitavam a região.

O flagelo antecedia a fome, que antecedia a morte. O precário processo de desenvolvimento econômico, político e social, aliado a falta de atendimento às doenças adquiridas e a impraticidade dos caminhos, foram fatores que contribuíram severamente para incrementar essas situações de penúria.

Nesse cenário a Inspetoria surgiu, elegendo o homem como objetivo central de seu trabalho, inicialmente, numa fase paternalista como o braço maior da intervenção federal no Nordeste e posteriormente em bases mais científicas, trazendo para a região capacitados técnicos e cientistas de diversas áreas que, através de seu trabalho, modernizaram os instrumentos de combate ao flagelo, com o estabelecimento de infra-estrutura conveniente à ação do poder público.

Os benefícios científicos advindos da intervenção do DNOCS na região mudaram a formação da mentalidade do homem que se inseriu neste contexto de permanente luta, iniciando-se , a partir daí, um processo lento, porém progressivo, de resistência aos efeitos das intempéries. Graças ao trabalho do DNOCS - antes IOCS e, posteriormente IFOCS - foram-se descortinando nos sertões do semi-árido, as estradas, os açudes, as linhas de transmissão de energia, os sistemas de abastecimento de água e, em tempos mais recentes, a irrigação e a introdução e incremento de espécies piscícolas, oferecendo a esse homem outras opções alimentares.

O homem transformando-se em cidadão em decorrência do trabalho da Instituição. O homem não mais apenas uma figura incluída na paisagem árida do Nordeste, mas o sujeito das mudanças, da escolha das alternativas mais viáveis. A Instituição, como fator do planejamento e da operacionalidade dessas mudanças. Assim, o homem e o DNOCS, ao longo de 90 anos atuando em conjunto no semi-árido, vão transformando a inércia dos tempos mais remotos em opção de vidas melhores.

Foi e é assim que, nós, funcionários do DNOCS, vemos a ação do Órgão no Nordeste. Uma ação que objetiva oferecer ao homem as condições básicas para que ele desenvolva seu lado empreendedor e busque da vida a força para conseguir uma sobrevivência com dignidade.

O homem e o DNOCS, o sujeito e o agente das transformações que marcam esta região nesse período de mais de 100 anos de atividades. Evento que deve ser comemorado pôr todos aqueles que, de alguma forma, acreditam na viabilidade do Nordeste e de seu povo.

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