Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Você está aqui: Página inicial -> Divisão de Comunicação Social -> Dos 47 reservatórios do RN, 29 estão em ‘colapso’
Início do conteúdo da página

Dos 47 reservatórios do RN, 29 estão em ‘colapso’

Publicado: Quinta, 13 de Julho de 2017, 10h47 | Última atualização em Quinta, 13 de Julho de 2017, 10h49 | Acessos: 229

figuo

Apesar das chuvas caíram sobre o Rio Grande do Norte nas últimas semanas, principalmente sobre a área leste do estado, a situação dos principais reservatórios potiguares continua preocupante. Dos 47 reservatórios monitorados pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), 19 deles estão em volume morto e dez estão vazios. Ou seja, 29 açudes estão em colapso hídrico.

O órgão estadual é responsável pela gestão técnica e operacional dos recursos hídricos em todo o território norte-rio-grandense e monitora todos os 47 reservatórios do RN com potencial hídrico acima de cinco milhões de metros cúbicos de água.

O maior reservatório potiguar, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, no Vale do Açu, tem capacidade dois bilhões e 400 milhões de m³ de água, mas hoje conta com um pouco mais de 420 milhões de m³, ou seja, apenas 17,53% de sua capacidade volumétrica, segundo informações do Igarn. A segunda maior barragem do RN, a Santa Cruz do Apodi também se encontra em situação semelhante, com 20,08% de seu volume original.

O instituto fiscaliza para que não haja retirada não autorizada de água dos reservatórios. “Monitoramos para que não que ocorra nenhum tipo de retirada irregular de água. Alguém só pode utilizar a água de rios ou açudes, após um estudo do Igarn ou da Agência Nacional de Águas (ANA), para não prejudicar ainda mais o sistema hídrico do Estado que já está exaurido”, explica Josivan Cardoso, diretor-presidente do instituto.

Por ter rios temporários e de baixa vazão, a situação mais preocupante é na bacia do rio Trairi, onde os três reservatórios da região estão vazios. Os açudes de Santa Cruz do Trairi e Inharé, no município de Santa Cruz, estão com os volumes atuais de 0% e 0,11%, respectivamente. O açude Trairi, em Tangará, também se encontra com 0% de sua capacidade.

Outros açudes importantes do Estado já estão esgotados. Cruzeta tem 0,68% de volume, o Itans de Caicó conta com apenas 1,53% de sua capacidade, muito abaixo de seu volume morto que é de 4,8 milhões de metros cúbicos. A Barragem Marechal Dutra, o “açude Gargalheiras”, tem o volume de apenas 0,11%, muito abaixo de seu volume morto, ou seja, está quase vazia. A capacidade de retensão de água nos reservatórios é de em torno de 17%.

Em meio a tanta sequidão, há alguns açudes que fogem à regra. Os reservatórios em melhor situação são Beldroega (em Paraú), Pataxó (em Ipanguaçu), Lagoa do Boqueirão (em Touros) e a Lagoa de Extremoz que contam com 95,46%, 92%, 84,66% e 91,41% de capacidade volumétrica, respectivamente.

Apesar das precipitações ocorrerem com mais frequência neste ano, essas chuvas não serão suficientes para recuperar os açudes totalmente secos. “Está chovendo no RN, mas não onde deveria. As chuvas concentram-se no Litoral Leste e os grandes reservatórios que precisam dessa água estão no Seridó e no Oeste do Estado, por isto não vemos perspectivas de melhora”, esclarece secretário-adjunto da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Mairton França.

O Estado está enfrentando, desde o último dia 23 de março, mais um decreto emergencial em razão dos efeitos da seca. Dos 167 municípios potiguares, 153 estão incluídos no decreto. O início de operação da adutora emergencial de Currais Novos, na região central do estado, foi uma medida tomada para reduzir os efeitos seca. A obra é de responsabilidade do Departamento Estadual de Obras Contra a Seca (Dnocs) e iniciou a operar, ainda em testes, no último dia 5 de julho.

Embora não esteja totalmente concluída, a adutora já está em funcionamento, diz João Abner Guimarães, professor da área de Recursos Hídricos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A nova adutora da cidade tem cinco trechos, três já estão concluídos e operantes, mas dois ainda faltam ser terminados. “A obra ainda não foi concluída, mas em consequência do agravamento do colapso hídrico em Currais Novos, teve que entrar emergencialmente em operação”, explica.

Oiticica será entregue em 2018

Uma das ações para aplacar o desabastecimento hídrico, o governo estadual apostas as chas na nova barragem de Oiticica, que tem 50% das obras concluídas, segundo informações do secretário-adjunto da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Mairton França. Oiticica será o terceiro maior reservatório potiguar, atrás apenas da barragem Armando Ribeiro Gonçalves e da barragem Santa Cruz do Apodi e terá capacidade para 566 milhões de metros cúbicos.

Em consequência da seca, Oiticica ganhará novas utilidades. “Inicialmente a obra foi pensada para conter as cheias do rio Piranhas-Açu, mas devido à grave crise hídrica que estamos passando, Oiticica poderá assegurar projetos de irrigação e o abastecimento humano no Seridó”, afirma Mairton.

Assim como a cidade de São Rafael teve de ser removida de local para dar lugar à construção da gigantesca Armando Ribeiro, o distrito Barra de Santana, em Jucurutu, também teve de ser desapropriado para viabilizar a construção de Oiticica. O povoado conta com uma população de 1500 habitantes, mais da metade da nova localidade já foi reconstruída, segundo a Semarh.

A obra é custeada com recursos do Ministério da Integração Nacional e monitorado pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e está orçada em R$ 311 milhões, mas poderá custar até R$ 560 milhões e seu prazo de entrega está previsto para o próximo ano. 

Fonte: http://www.novonoticias.com/

Fim do conteúdo da página